quinta-feira, 25 de agosto de 2011
- Martha Medeiros sobre Redes Sociais
+ na íntegra:
http://www.livrosepessoas.com/2011/08/24/a-releitura-da-literatura-e-do-universo-feminino-por-martha-medeiros/
Seja Acessível !
"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria.
"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão.
"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
"Diabético" é quem não consegue ser doce.
"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.
"Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.
Texto: "Deficiências" - Mário Quintana
+ dessa idéia também no Ifce:
http://www.ifce.edu.br/extensao/acessibilidade-virtual.html
http://www.ifce.edu.br/extensao/acessibilidade-virtual/406-acessibilidade-virtual.html
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Ainda se acha bons conselhos poraí... =D
Namore um cara que lê
Publicado originalmente em Acepipes escritos.
Namore um cara que se orgulha da biblioteca que tem, ao invés do carro, das roupas ou do penteado. Ele também tem essas coisas, mas sabe que não é isso que vai torná-lo interessante aos seus olhos. Namore um cara que tenha uma pilha de três ou quatro livros na cabeceira e que lembre do nome da professora que o ensinou as primeiras letras.
Encontre um cara que lê. Não é difícil descobrir: ele é aquele que tem a fala mansa e os olhos inquietos. Ele é aquele que pede, toda vez que vocês saem para passear, para entrar rapidinho na livraria, só para olhar um pouco. Sabe aquele que às vezes fica calado porque sabe que as palavras são importantes demais para serem desperdiçadas? Esse é o que lê.
Ele é o cara que não tem medo de se sentar sozinho num café, num bar, num restaurante. Mas, se você olhar bem, ele não está sozinho: tem sempre um livro por perto, nem que seja só no pensamento. O rosto pode ser sério, mas ele não morde, não. Sente-se na mesa ao lado, estique o olho para enxergar a capa, sorria de leve. É bem fácil saber sobre o quê conversar.
Diga algo sobre o Nobel do Vargas Llosa. Fale sobre sobre as novas traduções que andam saindo por aí. Cuidado: certos best-sellers são assunto proibido. Peça uma dica. Pergunte o que ele está lendo –e tenha paciência para escutar, a resposta nunca é assim tão fácil.
Namore um cara que lê, ele vai entender um pouco melhor seu universo, porque já leu Simone, Clarice e –talvez não admita– sabe de memória uns trechos de Jane Austen. Seja você mesma, você mesmíssima, porque ele sabe que são as complicações, os poréns que fazem uma grande heroína. Um cara que lê enxerga em você todas as personagens de todos os romances.
Um cara que lê não tem pressa, sabe que as pessoas aprendem com os anos, que qualquer um dos grandes tem parágrafos ruins, que o Saramago começou já velho, que o Calvino melhorou a cada romance, que o Borges pode soar sem sentido e que os russos precisam de paciência.
Um namorado que lê gosta de muita coisa, mas, na dúvida, é fácil presenteá-lo: livro no aniversário, livro no Natal, livro na Páscoa. E livro no Dia das Crianças, por que não? Um cara que lê nunca abandonará uma pontinha de vontade de ser Mogli, o menino lobo.
E você também ganhará um ou outro livro de presente. No seu aniversário ou no Dia dos Namorados ou numa terça-feira qualquer. E já fique sabendo que o mais importante não é bem o livro, mas o que ele quis dizer quando escolheu justo esse. Um cara que lê não dá um livro por acaso. E escreve dedicatórias, sempre.
Entenda que ele precisa de um tempo sozinho, mas não é porque quer fugir de você. Invariavelmente, ele vai voltar –com o coração aquecido– para o seu lado.
Demonstre seu amor em palavras, palavras escritas, falas pausadas, discursos inflamados. Ou em silêncios cheios de significados; nem todo silêncio é vazio.
Ele vai se dedicar a transformar sua vida numa história. Deixará post-its com trechos de Tagore no espelho, mandará parágrafos de Saint-Exupéry por SMS. Você poderá, se chegar de mansinho, ouví-lo lendo Neruda baixinho no quarto ao lado. Quem sabe ele recite alguma coisa, meio envergonhado, nos dias especiais. Um cara que lê vai contar aos seus filhos a História Sem Fim e esconder a mão na manga do pijama para imitar o Capitão Gancho.
Namore um cara que lê porque você merece. Merece um cara que coloque na sua vida aquela beleza singela dos grandes poemas. Se quiser uma companhia superficial, uma coisinha só para quebrar o galho por enquanto, então talvez ele não seja o melhor. Mas se quiser aquela parte do “e eles viveram felizes para sempre”, namore um cara que lê.
Ou, melhor ainda, namore um cara que escreve.
sábado, 30 de julho de 2011
Corremos pelo quê?
"O sofrimento é passageiro, desistir é para sempre"... Dita por um brasileiro que venceu uma prova de 42Km de corrida em pleno continente antártico, essa frase é um "soco" no estômago(como diria Clarice). A reportagem foi ao ar numa série chamada "planeta extremo", e trazia exemplos de competidores que estavam ali encarando aquela situação limite, dispostos a ir até o fim de qualquer forma. Motivos? Diversos, incrivelmente diversos...pessoais, profissionais, financeiros...Mas, a beleza daquele momento era sutil e estava registrada no rosto e na atitude de quem estava ali buscando fazer de uma resistência física individual um símbolo para inspirar uma causa ou mesmo para inspirar pessoas a atravessarem seus próprios desertos de contratempos e dificuldades. O grande soco vem quando nos pergutamos: lutaríamos pelo quê? Estaríamos dispostos a quê? Deveríamos alimentar mesmo sonhos de superação, nem que fosse minimamente para dar exemplo, para incomodar, para mudar o curso resignado das coisas nessa mesmice pseudoconfortada.
Uma dessas pessoas corria para simbolizar a resistência de uma comunidade devastada por um furacão nos Estados Unidos. Outro corria em homenagem ao filho que perdeu para as drogas. Outro corria para obter recursos para continuar dando apoio a uma população de crianças africanas vítimas de uma doença infecto-contagiosa de difícil controle. Ele poderia estar no aconchego quente de seu sofá cruzando os canais de tv, mas não, ele estava dando o melhor de si para que seu esforço, além de não ser em vão, pudesse simbolizar uma luta, uma empreitada pessoal totalmente doada para um punhado de pessoas esquecidas e condenadas num continente que sangra no coração da Terra.
Mas é isso aí! Que bom que temos heróis, poucos dispostos heróis!...Mas, pensando bem, infeliz mesmo do povo que apenas espera por seus heróis e não faz do seu próprio ato de viver um feito heróico, um compromisso de autossuperação cotidiana. Muitos até topam algum sacrifício, porque o gosto de uma possível vitória é para sempre. Mas não seria o gosto de uma vitória sempre substituído pelo desejo de outra e mais outra? Sim...humanos que somos! Porém, o gosto do desistir, quando deveríamos insistir...isto sim pode ser definitivo e para sempre.
-Mariana
quinta-feira, 7 de julho de 2011

"Até hoje, pergunta-se: para que serve a arte, para que serve a poesia?...Intelectuais se aprumam, pigarreiam e começam a responder dizendo "Veja bem..." e daí em diante é um blablablá teórico que tenta explicar o inexplicável. Poesia serve exatamente para a mesma coisa que serve uma vaca no meio da calçada de uma agitada metrópole. Para alterar o curso do seu andar, para interromper um hábito, para evitar repetições, para provocar um estranhamento, para alegrar o seu dia, para fazê-lo pensar, para resgatá-lo do inferno que é viver todo santo dia sem nenhum assombro, sem nenhum encantamento."
Fragmento da Crônica Veneno Antimonotonia - Livro: Doidas e Santas - Martha Medeiros
quarta-feira, 6 de julho de 2011
sexta-feira, 1 de julho de 2011
(Aristóteles) , fonte: QuiNTa FiLoSóFiCa [Ano III – No. 81]
